Uma pausa para o café
Coado em coador de pano,
servido em bule da ágata,
sorvido sem o correr insano
no viver de uma vida pacata.
O ritmo que flui com o cheiro
do café torrado e moído,
no tempo certo curtido,
guarda leve amargor brejeiro.
Memórias excitadas pelo olfato
evocam épocas de outrora,
atenuando a urgência do agora
presente nestes tempos de impacto.
Da correria do café expresso
quero a morosidade do café coado.
Mas, sem relutar, eu confesso
qualquer café aprecio empolgado.
servido em bule da ágata,
sorvido sem o correr insano
no viver de uma vida pacata.
O ritmo que flui com o cheiro
do café torrado e moído,
no tempo certo curtido,
guarda leve amargor brejeiro.
Memórias excitadas pelo olfato
evocam épocas de outrora,
atenuando a urgência do agora
presente nestes tempos de impacto.
Da correria do café expresso
quero a morosidade do café coado.
Mas, sem relutar, eu confesso
qualquer café aprecio empolgado.
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