Nas margens do mesmo rio...

Nas margens da solidão navega um rio silencioso e errático
Ondula numa nesga de palavras tristes e tão fanáticas
Azucrina o tempo confinado a um eco genocida e acrobático
Nas margens da solidão cada hora dilacera um segundo antipático
A curvatura do horizonte pacifica o céu prenhe de poentes enfáticos
Ali se desenha a potencialidade de um afago invisível e enigmático
Frederico de Castro
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