Na esquina do tempo

Na esquina do tempo o tempo torna-se um
Presidiário da solidão e de um apocalíptico
Silêncio ousado, improvisado…tão aprumado
Na esquina do tempo as noites sucumbem desanimadas
As horas, essas encenam elípticas emoções desgarradas
Todas as gravíticas palavras pairam numa estrofe dispersada
Na esquina do tempo a vida acantona-se no cadafalso dos
Lamentos fiéis, angustiantes e genuinamente equivocados
Um sepulcral silêncio namorisca o epitáfio dos sonhos dizimados
Na esquina do tempo uma fluorescência intermitente contorna
Todas as escuridões poluídas por mil breus ali enxotados
Neuróticos e apoteóticos os pensamentos perduram mais exaltados
Frederico de Castro
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