VIAGEM
E eu que nem sabia nadar fui jogado no mar, e simplesmente segui em frente sem nenhuma terra querer avistar.
E eu que nem sabia nadar tive que aprender na marra, sem saber o motivo, tampouco o sentido, mas já era instruído onde deveria chegar.
E eu, que não sabia nadar, conheci a tal vida, na qual já era predefinida até o sentido de amar.
E eu, que aprendi a mergulhar na escuridão, imergido no fundo escutei no silêncio meu coração a pulsar.
Eu, então, que nem sabia nadar, para superfície não quis mais voltar.
Movido pelo cansaço,
enrolado no laço,
pés suspensos com sapatos,
me entreguei ao fim dos espasmos,
Parei de respirar.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
De ti jamais irei desistir
Enquanto houver em mim desejo
Sempre irei pedir um beijo
Enquanto houver a certeza
voou-te querer e amar, com certeza
Enquant…
Tsunamidesaudade63
Shofar
Abençoe Adonai a força de um leão gigante - perante o nosso coração - que brilhe sua imensa luz na paz e na guerra. Protegei-nos por nos…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal