VIAGEM
E eu que nem sabia nadar fui jogado no mar, e simplesmente segui em frente sem nenhuma terra querer avistar.
E eu que nem sabia nadar tive que aprender na marra, sem saber o motivo, tampouco o sentido, mas já era instruído onde deveria chegar.
E eu, que não sabia nadar, conheci a tal vida, na qual já era predefinida até o sentido de amar.
E eu, que aprendi a mergulhar na escuridão, imergido no fundo escutei no silêncio meu coração a pulsar.
Eu, então, que nem sabia nadar, para superfície não quis mais voltar.
Movido pelo cansaço,
enrolado no laço,
pés suspensos com sapatos,
me entreguei ao fim dos espasmos,
Parei de respirar.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski