Lista de Poemas

PASSAGEM

O que é vida?
Senão uma dura evolução a ser construída....

O que é o livre arbítrio?
Se já vem com os julgamentos e as sentenças por escrito...

Quem sou eu para escolher?
Quando minha vontade nem seria nascer....

O que é o verdadeiro amor?
Se ninguém sente e nem sabe o tamanho da sua dor....

O que é a morte?
Senão o início de um novo ciclo onde não se sabe qual será sua sorte...

O que é a saudade?
Senão um luto de alguns dias ou meses, mas nunca uma eternidade....
           
                  Claiton Guieiro
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AXIOMA

Hoje eu acordei com pensamentos como nunca quis acordar,
Desbloqueado,
vendo a verdade que nunca pude enxergar

A dor da verdade é como se você estivesse enrolado em arames farpados por todo lado,
Não se solta
não se quer acreditar.

Gritei.
Morreu a Alice
Que nutria meu peito de ilusão.
Enxerguei o mundo sem fantasia.

Traído, enganado, coração de vidro quebrado,
criando cortes na alma
que nunca serão cicatrizados.

Olhar clínico, passos calculados, chamado sem coração
Todos Julgam de gelo o que um dia foi um vulcão

Claiton Guieiro
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Resgate

Tristeza no olhar e lembranças a me perturbar,
marcas e feridas de quem nunca vai me amar

Cansado de sofrer, resolvi me perguntar,
Que amor é esse que sempre me faz chorar

Olhando para o espelho minha pupila dilatou,
O amor da minha vida finalmente acordou

Lágrimas desciam
desta vez de alegria
O que sempre procurei
Estava em mim e não sabia...
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SAUDADE

Carrego comigo uma saudade que não desaparece por nada, pois o que é gravado na alma jamais será esquecido!
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VIAGEM

 
E eu que nem sabia nadar fui jogado no mar, e simplesmente segui em frente sem nenhuma terra querer avistar.

E eu que nem sabia nadar tive que aprender na marra, sem saber o motivo, tampouco o sentido, mas já era instruído onde deveria chegar.

E eu, que não sabia nadar, conheci a tal vida, na qual já era predefinida até o sentido de amar.

E eu, que aprendi a mergulhar na escuridão, imergido no fundo escutei no silêncio meu coração a pulsar.

Eu, então, que nem sabia nadar, para superfície não quis mais voltar.

Movido pelo cansaço,
enrolado no laço,
pés suspensos com sapatos,
me entreguei ao fim dos espasmos,
Parei de respirar.
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