Ruins estes versos, piores são estes tempos.
Há uma realidade terrível que a mim e a todos cerca.
Há um medo indescritível e uma sensação cujo nome.
Tem seu antônimo repetido voraz e incansavelmente.
Mas não há esse que, ao tentar obtê-la, não a perca.
Pois, não há esse que não perca para própria fome.
Não há esse que a boca não toca se lhe dói o dente.
Todos! Todos nestes tempos estão submissos a esta.
Esta sensação tão corriqueira, mas que hoje tortura.
A todo dia, a toda hora, ao falar, ao comer, ao beber.
Tornou-se parte integrante da pessoa que me resta.
Sempre rezo, sempre espero e isto sempre perdura.
A tempos nada adianta, me enche de ira este saber.
Esta insegurança. Não! Esta ansiedade. Não!
Este medo. Não! Esta vontade. Não! Esta saudade.
Não sei o que éao mesmo tempo sei, são todas.
Não sei o que são estas pragas, mas elas hão.
De deixar-me averso a minha mais humana vontade.
A de viver, ou sobreviver, a estas calhas de rodas.
São tempos onde o dia é mais escuro que a noite.
São tempos onde eu não sei dizer o que vivo.
São tempos onde o que se viu não se vê mais.
São tempos em que a solidão serve de açoite.
São tempos onde de muitas felicidades me privo.
A morte anda contigo não importa onde tu vais.
São dias onde a matemática torna-se uma inimiga.
Todos os números, fórmulas, teorias e teoremas.
Não são capazes de quantificar absolutamente nada.
Pois, não há número, fórmula ou teorema que consiga.
Dizer o que nem os mais tristes de todos os poemas.
Conseguiram, não há palavras como a lágrima salgada.
A informação é, ao mesmo tempo, heroína e vilã.
A solitude é, ao mesmo tempo, dolorosa e necessária.
A insegurança é, ao mesmo tempo, chaga e vida.
E minha mente é, ao mesmo tempo, louca e sã.
Por isso escrevo esta que é de formalidades, precária.
Esta lira que de toda minha repudia é preenchida.
O que dirá o homem se manda-o fazer uma escolha.
Entre a integridade e a fome? O que dirá este fraco ser?
O que fará aquele que se percebe numa vã encruzilhada?
Aquele que não importa para onde, em desespero, olha.
Vê algo que lhe cega e o outro canto não pode ver?
A escuridão é o que lhe aguarda, só ela e mais nada?
Tu, que vives num tempo muito à frente do meu.
Se por algum fruto do acaso ou de curiosidade.
Ou se estes meus versos foram deveras lembrados.
Se a estes versos a tua preciosa atenção se deu.
Agradeça pelo que vive, agradeça de verdade.
Ou podes chorar, se forem ainda menos abastados.
Há um medo indescritível e uma sensação cujo nome.
Tem seu antônimo repetido voraz e incansavelmente.
Mas não há esse que, ao tentar obtê-la, não a perca.
Pois, não há esse que não perca para própria fome.
Não há esse que a boca não toca se lhe dói o dente.
Todos! Todos nestes tempos estão submissos a esta.
Esta sensação tão corriqueira, mas que hoje tortura.
A todo dia, a toda hora, ao falar, ao comer, ao beber.
Tornou-se parte integrante da pessoa que me resta.
Sempre rezo, sempre espero e isto sempre perdura.
A tempos nada adianta, me enche de ira este saber.
Esta insegurança. Não! Esta ansiedade. Não!
Este medo. Não! Esta vontade. Não! Esta saudade.
Não sei o que éao mesmo tempo sei, são todas.
Não sei o que são estas pragas, mas elas hão.
De deixar-me averso a minha mais humana vontade.
A de viver, ou sobreviver, a estas calhas de rodas.
São tempos onde o dia é mais escuro que a noite.
São tempos onde eu não sei dizer o que vivo.
São tempos onde o que se viu não se vê mais.
São tempos em que a solidão serve de açoite.
São tempos onde de muitas felicidades me privo.
A morte anda contigo não importa onde tu vais.
São dias onde a matemática torna-se uma inimiga.
Todos os números, fórmulas, teorias e teoremas.
Não são capazes de quantificar absolutamente nada.
Pois, não há número, fórmula ou teorema que consiga.
Dizer o que nem os mais tristes de todos os poemas.
Conseguiram, não há palavras como a lágrima salgada.
A informação é, ao mesmo tempo, heroína e vilã.
A solitude é, ao mesmo tempo, dolorosa e necessária.
A insegurança é, ao mesmo tempo, chaga e vida.
E minha mente é, ao mesmo tempo, louca e sã.
Por isso escrevo esta que é de formalidades, precária.
Esta lira que de toda minha repudia é preenchida.
O que dirá o homem se manda-o fazer uma escolha.
Entre a integridade e a fome? O que dirá este fraco ser?
O que fará aquele que se percebe numa vã encruzilhada?
Aquele que não importa para onde, em desespero, olha.
Vê algo que lhe cega e o outro canto não pode ver?
A escuridão é o que lhe aguarda, só ela e mais nada?
Tu, que vives num tempo muito à frente do meu.
Se por algum fruto do acaso ou de curiosidade.
Ou se estes meus versos foram deveras lembrados.
Se a estes versos a tua preciosa atenção se deu.
Agradeça pelo que vive, agradeça de verdade.
Ou podes chorar, se forem ainda menos abastados.
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