Bôemia

Queria ser mais um
Como os boêmios faceiros
Que não tinham tempo para morrer.
Não contavam o tempo da decadência
Ter uma inclinação
Para o amor
Eu,um ser mortal
Um tempo de amor, de inocência
Queria ser mais um
Como aqueles boêmios distantes
Que não tinham tempo para morrer
Beber, cantar toda poesia
Brindar o amor
Com a imortalidade
Beber o último cálice
Tinham a alegria como preferência
Que os tornavam embriagados de amor
E que mantinha acesa
A chama dessa razão e vivência
E por isso,
A morte não era real
Já que não se havia tempo
Existia alegria, amor sem malevolência
O amor era a essência da canção
Onde as noites eram mais belas
E a vida regada pelo romantismo
Tornava-se tênue.
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