Herberto Helder
Também a morte intercepta o poeta
e tolda-lhe a voz de vasto profeta,
sobrevivem os versos abundantes,
filhos aúreos dos férteis amantes
que foram Herberto e a poesia,
casal que, em vertigem, se consumia
num abraço de cosmos incessante,
criando o universo a cada instante
Num rodopio de harpas verdejantes
fechaste o poema invicto, viral,
o fluxo de palavras fulgurantes
calafetadas com um corpo astral,
deixaste de ser o pródigo intruso
que roubava liras ao céu difuso.
e tolda-lhe a voz de vasto profeta,
sobrevivem os versos abundantes,
filhos aúreos dos férteis amantes
que foram Herberto e a poesia,
casal que, em vertigem, se consumia
num abraço de cosmos incessante,
criando o universo a cada instante
Num rodopio de harpas verdejantes
fechaste o poema invicto, viral,
o fluxo de palavras fulgurantes
calafetadas com um corpo astral,
deixaste de ser o pródigo intruso
que roubava liras ao céu difuso.
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