Coroação de cupidos
Vivemos em fértil escravidão,
deixando um rasto de poemas mortos
no espaço onde tombou a solidão
dos nossos sonhos e dos nossos corpos.
Escutamos o som de um céu proscrito
a cair sem sentido sobre nós,
parece que o sangue lento de um grito
se esvái da voz de uma ferida atroz.
Coroamos cupidos com a morte
num altar de arquitectura sinistra,
bordada por uma abóboda torpe.
Ao vazio feito de luz desmanchada,
oferecemos de forma imprevista
o que definha depois da alvorada.
deixando um rasto de poemas mortos
no espaço onde tombou a solidão
dos nossos sonhos e dos nossos corpos.
Escutamos o som de um céu proscrito
a cair sem sentido sobre nós,
parece que o sangue lento de um grito
se esvái da voz de uma ferida atroz.
Coroamos cupidos com a morte
num altar de arquitectura sinistra,
bordada por uma abóboda torpe.
Ao vazio feito de luz desmanchada,
oferecemos de forma imprevista
o que definha depois da alvorada.
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