IMAGINA

Imagina enfim
Se a luz é ou não companheira das sombras
Pois tantas vezes seria a noite quem iluminaria o dia

Desapercebido porém
Passando de soslaio pela penumbra me iludiria
Não fosse a certeza de que esses raios são apenas sobras
No extenso veludo negro do alpendre do céu
Onde o sol morreria

Apenas pelo gosto de ressuscitar no brilho de cada estrela
Amanhã a tarde intensa poderia predizer-se ainda mais bela
Desde que eu a olhasse pelos olhos da poesia
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