Pássara manhã em canto desatado
ao dar-se à manhã
no sibilar da garganta
o passarinho edita o tempo
nos jornais da vizinhança
aos ouvidos do povo
como bemóis compassados
o canto enche a cidade
de todos os compassos
e o pássaro nem percebe
que dentro dessa cantiga
inventa um jeito displicente
de abraçar-se com a vida
no sibilar da garganta
o passarinho edita o tempo
nos jornais da vizinhança
aos ouvidos do povo
como bemóis compassados
o canto enche a cidade
de todos os compassos
e o pássaro nem percebe
que dentro dessa cantiga
inventa um jeito displicente
de abraçar-se com a vida
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