permanência
quando não é a música,
de que se desenrolam
traços de outros momentos
que se infiltram na presente verdade,
quando não é a música
é a cidade.
quando não é a cidade,
com seus espelhos e lugares e sombras
de dentro dos quais salta à luz
tudo o que há de mais secreto
e tudo o que há de açoite,
quando não é a cidade
é a noite.
e quando não é a noite,
a noite, com suas estrelas e taquicardia,
noite que guia a angustiada mão
até as linhas tortuosas de uma vigésima tentativa
de exprimir em rimas mortas
uma coisa que é viva,
sim, a noite, onde boia a lua
com seu semblante tristonho,
nas águas escuras de seu esmo...
quando não é a noite
é o sonho.
sou eu mesmo.
quando não é isto,
é aquilo,
e se por acaso não é aquilo,
então é outra coisa.
mas não há nunca um dia sequer
em que tudo falhe
em te trazer de volta a mim
– as vidas, as hipóteses, os espólios –,
para que eu outra vez me renda
e morra, contritamente,
no fundo dos teus olhos.
de que se desenrolam
traços de outros momentos
que se infiltram na presente verdade,
quando não é a música
é a cidade.
quando não é a cidade,
com seus espelhos e lugares e sombras
de dentro dos quais salta à luz
tudo o que há de mais secreto
e tudo o que há de açoite,
quando não é a cidade
é a noite.
e quando não é a noite,
a noite, com suas estrelas e taquicardia,
noite que guia a angustiada mão
até as linhas tortuosas de uma vigésima tentativa
de exprimir em rimas mortas
uma coisa que é viva,
sim, a noite, onde boia a lua
com seu semblante tristonho,
nas águas escuras de seu esmo...
quando não é a noite
é o sonho.
sou eu mesmo.
quando não é isto,
é aquilo,
e se por acaso não é aquilo,
então é outra coisa.
mas não há nunca um dia sequer
em que tudo falhe
em te trazer de volta a mim
– as vidas, as hipóteses, os espólios –,
para que eu outra vez me renda
e morra, contritamente,
no fundo dos teus olhos.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia