Os truques do silêncio

Oportunista a solidão dormita no catre das minhas
Emoções cegas, coincidentes e contorcionistas
Uma exígua luminescência exala desta brisa tão altruísta
Com seus truques o silêncio soterra aquele eco alarmista
Surpreende um incrédulo lamento absurdo e calculista
Devagarinho acordo no dorso de uma palavra quase autista
Mais um dia e ali tantas horas fenecem tão esclavagistas
O tempo impotente e insubmisso desabrocha feliz e repentista
Vejam como e para onde peregrina este poente ainda mais intimista
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Bocaiúvas
Em todas as direções
agradeço o berço,
por todas as estações
rendo culto e apreço.
Por trilhas terenas
as bocaiúva…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Julgamento.
Deus meu - onde estarei amanhã ! não o sei... será que terei falecido durante meu sono - meus pesadelos - meus desenganos . Tudo terá de…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Desfocado
Foco . A palavra que queres ou talvez não queiras em mim eu ainda não a tenho não tenho sua pista e talvez nem exista como essa ba…
Darlan de Matos Cunha
Quando a dívida de um acervo exige paga
Onde há fogo verbal vais até lá com parábolas onde estale tribuna braçal entras com tuas commodities dumpings e outras danações o…
Darlan de Matos Cunha