Os tambores já há muito se calaram
Não, os tambores já há muito se calaram
este batuque que oiço e do qual faço parte
é imaginação apenas
eu queria comprar o infinito
-louco, porque ele só dado é bom-
queria não ter nada por descobrir
e vejo coisas estranhas quando olho à minha volta
-vejo tardes de vida insubstancial,
perigosamente intensa e alheia.
Olha, amigo,
tu és tanto que és nada para mim,
um clarão tão violento que apenas vejo azul,
sonho tão forte, tão brusco, tão total,
e descubro que não posso comprar o infinito,
mas amo,
e há estátuas que sorriem...
este batuque que oiço e do qual faço parte
é imaginação apenas
eu queria comprar o infinito
-louco, porque ele só dado é bom-
queria não ter nada por descobrir
e vejo coisas estranhas quando olho à minha volta
-vejo tardes de vida insubstancial,
perigosamente intensa e alheia.
Olha, amigo,
tu és tanto que és nada para mim,
um clarão tão violento que apenas vejo azul,
sonho tão forte, tão brusco, tão total,
e descubro que não posso comprar o infinito,
mas amo,
e há estátuas que sorriem...
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