bateram à porta...
nenhum anjo bateu à minha porta
nem nenhum vento a derrubou
que importa a vida que importa?
que tão pouco já nela estou?
mas a vida tem beleza
e sempre alguma alegria
bateram tenho certeza, à porta
será utopia, ou estarei morta?
vale a pena sobreviver
ainda que, com nostalgia
neste outono perpétuo
oceano de desespero
se já não há esplendor, nem florescer?
a vida é varrida, por ventos ferozes
meus versos nas cinzas morrendo,
já não ouço as vozes
dos pássaros no ramo,
nem sinto a presença de quem tanto amo.
há em mim o nunca, o agora e o jamais,
há sorrisos e tristes ais...
será que ainda há frutos a colher?
no final da caminhada, há lembranças
que fazem sofrer..
e que silenciam logo de seguida
quando no coração está prestes a extinguir-se a vida.
a vida é ponte, entre nascer e morrer
é travessia, feita dia após dia,
apressado o tempo vai-nos silenciando
mas serpenteia em nós a esperança
que nos vai acalentando.
o dia nasce e logo se põe
também a lei da vida se nos impõe.
natalia nuno
nem nenhum vento a derrubou
que importa a vida que importa?
que tão pouco já nela estou?
mas a vida tem beleza
e sempre alguma alegria
bateram tenho certeza, à porta
será utopia, ou estarei morta?
vale a pena sobreviver
ainda que, com nostalgia
neste outono perpétuo
oceano de desespero
se já não há esplendor, nem florescer?
a vida é varrida, por ventos ferozes
meus versos nas cinzas morrendo,
já não ouço as vozes
dos pássaros no ramo,
nem sinto a presença de quem tanto amo.
há em mim o nunca, o agora e o jamais,
há sorrisos e tristes ais...
será que ainda há frutos a colher?
no final da caminhada, há lembranças
que fazem sofrer..
e que silenciam logo de seguida
quando no coração está prestes a extinguir-se a vida.
a vida é ponte, entre nascer e morrer
é travessia, feita dia após dia,
apressado o tempo vai-nos silenciando
mas serpenteia em nós a esperança
que nos vai acalentando.
o dia nasce e logo se põe
também a lei da vida se nos impõe.
natalia nuno
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