O sabor do ponto final
Provo, porque as palavras fluem.
Como doce néctar escorrem,
em suculentas gotas de advérbios,
mas engasgo-me com impropérios
que amargam o meu degustar.
Provo, porque as palavras fluem.
Coquetéis de frases inteiras
consumo até a derradeira,
embriago-me de tal maneira
que me perco entre saideiras.
Provo, porque as palavras fluem.
Sorvo, até os textos que contesto,
pois, palavras são drinques,
suaves ou não, que aprecio,
os quais não canso de deleitar.
Provo, porque as palavras fluem.
Líquidas, pela garganta vertem,
algumas resistem outras divertem.
No fim, todos provam, afinal,
nada como o sabor do ponto final.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Quando a dívida de um acervo exige paga
Onde há fogo verbal vais até lá com parábolas onde estale tribuna braçal entras com tuas commodities dumpings e outras danações o…
Darlan de Matos Cunha
Moda
A moda exausta desmascarada . Servir-se até a exaustão para que no fim do dia não haja mais nada para querer, nada, nenhum ar novo…
Darlan de Matos Cunha
Canadian worrier
Canadian warrior Is fighting over seas In that brutal war That will never end Canadian Warrior Is throwing grenades To their next door pe…
Aldo gabbay kraas
Amor ainda
o amor militante sempre construído absorve futuros como o infinito veia humana veio da vida construção plástica arma incontida assim mani…
AurelioAquino