Ornato dos silêncios

No ornato dos silêncios brilha esta fluorescência cativa
Ali cada esdrúxula prece alimenta toda a fé apreciativa
A manhã enfeitiçada esboroa-se em mil pétalas supurativas
Na derme da luz sussurra uma eufórica paz tão aglutinativa
Palavras prenhes e perfumadas penetram numa lânguida rima paliativa
Como trepida cada caricia jorrando do cântaro da vida fluindo apelativa
Frederico de Castro
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