Transparência
Passaste como a brisa insana que rouba dos temporais o melhor dos ventos. Mas que devasta tudo o que ainda adormece.
A cada jardim, a cada flor deixada para trás, morre a primavera que habita no vazio.
A névoa, o frio, a geada que se formou no peito sôfrego. O calor que queima, derrama, inflama, persegue.
Voam os beijos, desejos rasgados na mágoa da razão. Jorra o deleite incerto, o pranto omisso, o pensamento insistente.
A fúria pacata, os olhos mareados sem rumo. Lembranças que perpetuam, sentem novamente o que se estagnou na ânsia derradeira.
Onde adormeceu a insônia? O espelho reflete a inverdade.
Nunca há de morrer o que estrangula o passado. As ilusões perdidas, desmedidas que permeiam no vão da lucidez. Incertezas tão perfeitas buscam outra vez o toque ávido e cuidadoso.
A aura devassa retorna com vigor. Fica o perfume. Rasga-se a mantilha da sensatez. O tempo! Imoral, severo, perspicaz.
Em que boca perpetua a sede? Os sentidos fugiram.
O instinto aflorou. A pele eloqüente reage. Fecha-se para o olhar fito a rispidez da sombra. O sorriso embala o semblante. Palavras desconexas se conectam, se confundem.
O corpo sente a mão que consome com tenaz voracidade gota por gota o que brota do inóspito. Escorre na insensatez. Disperso no universo imperfeito.
A lágrima que desce, o seio rijo. Percorre. Perdeu-se a angústia que delimita o infinito.
O vermelho que derrama, abrasa. O vinho persuasivo, vivo, indecente, fugaz. Saudade! Quebram-se estigmas, paradigmas. Recomeço...?
Sonho! O toque inebria. O inevitável. O corpo. A lágrima novamente. Prende-se no choro
ludibriado. Fecham-se os olhos. Escorre outra vez a moldura do que passou. E passou!
A cada jardim, a cada flor deixada para trás, morre a primavera que habita no vazio.
A névoa, o frio, a geada que se formou no peito sôfrego. O calor que queima, derrama, inflama, persegue.
Voam os beijos, desejos rasgados na mágoa da razão. Jorra o deleite incerto, o pranto omisso, o pensamento insistente.
A fúria pacata, os olhos mareados sem rumo. Lembranças que perpetuam, sentem novamente o que se estagnou na ânsia derradeira.
Onde adormeceu a insônia? O espelho reflete a inverdade.
Nunca há de morrer o que estrangula o passado. As ilusões perdidas, desmedidas que permeiam no vão da lucidez. Incertezas tão perfeitas buscam outra vez o toque ávido e cuidadoso.
A aura devassa retorna com vigor. Fica o perfume. Rasga-se a mantilha da sensatez. O tempo! Imoral, severo, perspicaz.
Em que boca perpetua a sede? Os sentidos fugiram.
O instinto aflorou. A pele eloqüente reage. Fecha-se para o olhar fito a rispidez da sombra. O sorriso embala o semblante. Palavras desconexas se conectam, se confundem.
O corpo sente a mão que consome com tenaz voracidade gota por gota o que brota do inóspito. Escorre na insensatez. Disperso no universo imperfeito.
A lágrima que desce, o seio rijo. Percorre. Perdeu-se a angústia que delimita o infinito.
O vermelho que derrama, abrasa. O vinho persuasivo, vivo, indecente, fugaz. Saudade! Quebram-se estigmas, paradigmas. Recomeço...?
Sonho! O toque inebria. O inevitável. O corpo. A lágrima novamente. Prende-se no choro
ludibriado. Fecham-se os olhos. Escorre outra vez a moldura do que passou. E passou!
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