Em mim
Tua mão! Tão sublime é o toque que a acompanha. Pueril! Como uma seda tão macia, tão lábil, envolve, preenche. Teus dedos, que fogem, se escondem, que encantam o que ultrapassam. O corpo que enleva, o trajeto que percorre, o teu tudo me atinge longinquamente, deslumbra, maltrata, amordaça essa paixão incontrolável que sobrepuja a minha razão. A cama, a carne tão ávida, a rigidez que ultrapassa, o pranto do meu prazer, jorra na solidão do meu cerne. As lágrimas que escurecem o que me aquece, te vejo e de ti, tão puro é o gozo a me envolver, teu gosto escorre no meu instinto. A língua que percorre a umidade do que fazes tão perfeito. O céu! Encontro o paraíso em cada pedaço, o instante, minucioso, cada detalhe perceptível, a demência que assola a minha sensatez. Navego por inteira na tua hipnose e embalo na tua dança, no teu ritmo eloqüente, na forma única de cavalgar no meu delírio. A boca arfante, ardente, enlouquecida nos meus lábios. A fúria, o reverso, imagens distorcidas, desvairadas. As mãos que se enlaçam, presas.
O que reprime o tormento tão acorrentado. A quimera! O desejo de ti eternamente, se esvai a cada ato impensado, insensato, incansante. A ausência da falta, a falta da tua ausência. O pensamento obscuro, o infinito que procura o fim, a alma que encontra o teu calor.
Deteriorado! Aquilo que não nasceu se instaurou no inóspito que está adormecido. Não há vida na minha lamentação. Não há importância no que me invade. Não resta nada quando não mais me preenches. E assim finca no meu fim o amargor ferido do amor.
O que reprime o tormento tão acorrentado. A quimera! O desejo de ti eternamente, se esvai a cada ato impensado, insensato, incansante. A ausência da falta, a falta da tua ausência. O pensamento obscuro, o infinito que procura o fim, a alma que encontra o teu calor.
Deteriorado! Aquilo que não nasceu se instaurou no inóspito que está adormecido. Não há vida na minha lamentação. Não há importância no que me invade. Não resta nada quando não mais me preenches. E assim finca no meu fim o amargor ferido do amor.
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