MEUS PROBLEMAS

Sentado aqui no macio conforto da sala
Sou vitrine para as nuvens calmas
Que passam e me olham de soslaio

Também para um coqueiro carregado
Que aproveita o vento e balança altivo seus cachos
E ri da minha sede pois sabe que lá não subo

Por vezes voa algum apressado pássaro
Levando insetos no bico ou no papo
Ignorando que existo como ele do vagar

Permaneço abstrato tomado na preguiça
Ciscando palavras no terreno do alfabeto
Enquanto as acho para mais alguns poemas

Nada mais passa pela minha janela fechada ou aberta
Senão a natureza de cada coisa verdadeira ou falsa
E o tempo impiedoso desprendendo meus problemas


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