perto da foz...
faço balanço,
a vida foi passageiro instante,
hoje estou entre a luz e o chão
meu andar é hesitante
e a dureza do tempo varreu meu coração
como uma tempestade,
agora é nele rainha a saudade...
minha memória esconde recordações
como grilos que se escondem nas moitas
p'lo verão,
e, no meu coração
as saudades daqueles tempos primeiros.
meus sonhos besouros nos olhos verdes
dos salgueiros!
tudo me lembra a menina em mim cativa
sempre a minha mão escrevendo a afaga
quero-a sempre em mim viva
por mais saudade que me traga
queira ou não queira, quero-lhe demais
a saudade dela se funde em mim
é ela que escuta meus ais
é nela que me vejo nesta aventura
a chegar ao fim
faço o balanço e rememoro
nas horas lentas, mas que se esquivam
vivo, faço e desfaço, mas já não choro,
é inverno a estação a que me abeiro
deixei meus olhos no outono
para trás ficou um sonho inteiro.
corre a tarde a meu lado
a nostalgia habita o meu peito
tudo o tempo tem gerado, tudo me tem dado
mas nem tudo foi bom, nem perfeito.
olho para o dia que vai a meio
a solidão empresta-me um pouco de liberdade
não a temo, não lhe tenho medo
traz-me um gosto doce a saudade.
natalia nuno
a vida foi passageiro instante,
hoje estou entre a luz e o chão
meu andar é hesitante
e a dureza do tempo varreu meu coração
como uma tempestade,
agora é nele rainha a saudade...
minha memória esconde recordações
como grilos que se escondem nas moitas
p'lo verão,
e, no meu coração
as saudades daqueles tempos primeiros.
meus sonhos besouros nos olhos verdes
dos salgueiros!
tudo me lembra a menina em mim cativa
sempre a minha mão escrevendo a afaga
quero-a sempre em mim viva
por mais saudade que me traga
queira ou não queira, quero-lhe demais
a saudade dela se funde em mim
é ela que escuta meus ais
é nela que me vejo nesta aventura
a chegar ao fim
faço o balanço e rememoro
nas horas lentas, mas que se esquivam
vivo, faço e desfaço, mas já não choro,
é inverno a estação a que me abeiro
deixei meus olhos no outono
para trás ficou um sonho inteiro.
corre a tarde a meu lado
a nostalgia habita o meu peito
tudo o tempo tem gerado, tudo me tem dado
mas nem tudo foi bom, nem perfeito.
olho para o dia que vai a meio
a solidão empresta-me um pouco de liberdade
não a temo, não lhe tenho medo
traz-me um gosto doce a saudade.
natalia nuno
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