Consciência de uma realidade negra
Eu poderia escrever versos tristes sobre meu povo
escrever não com tinta, mas com lágrimas negras do meu coração.
Eu poderia chorar sobre o papel e isto seria já seria o suficiente
para retratar uma história sofrida com sabor de fel,
de um povo oprimido que na alma e no corpo foi muito punido.
Escreverei versos de orgulho então.
As feridas do chicote nas costas, a cada investida,
clamavam respeito, clamavam justiça, mas clamavam em vão.
O silêncio da noite era rompido pela dor do negro em gritos
que, por ter preto nascido, era severamente punido.
Aquele flagelo da história rasgou tão profundo,
Machucou não só as costas do negro escravo naquele momento,
mas rasgou o próprio tempo. Ferida aberta que persiste até hoje.
Os gritos de dor que irromperam na noite,
irromperam nos séculos, chegam aos nossos ouvidos.
Ecoam nas mídias, nas ruas, nas músicas, nas lágrimas silenciosas,
no clamor por um pouco de ar: “NÃO CONSIGO RESPIRAR!”
Um flagelo que todos os dias permanece açoitando,
para pra descansar uma só vez por ano,
para depois, de peito cheio, poder dizer,
que está cumprindo a lei, cumprindo os direitos do “humano”.
Por isso gritai, povo meu, gritai!
Gritai não para fazer barulho.
Gritai nosso imenso orgulho de ser quem somos.
Gritai, gritai de orgulho!
Gritai, gritai não mais apenas de dor.
Gritai por nossos antepassados,
pois hoje pode ser que o mundo nos ouça.
Dar-nos-emos as mãos e gritaremos,
pois juntos nosso grito tem mais força.
Guilherme Henrique Lopes.
escrever não com tinta, mas com lágrimas negras do meu coração.
Eu poderia chorar sobre o papel e isto seria já seria o suficiente
para retratar uma história sofrida com sabor de fel,
de um povo oprimido que na alma e no corpo foi muito punido.
Escreverei versos de orgulho então.
As feridas do chicote nas costas, a cada investida,
clamavam respeito, clamavam justiça, mas clamavam em vão.
O silêncio da noite era rompido pela dor do negro em gritos
que, por ter preto nascido, era severamente punido.
Aquele flagelo da história rasgou tão profundo,
Machucou não só as costas do negro escravo naquele momento,
mas rasgou o próprio tempo. Ferida aberta que persiste até hoje.
Os gritos de dor que irromperam na noite,
irromperam nos séculos, chegam aos nossos ouvidos.
Ecoam nas mídias, nas ruas, nas músicas, nas lágrimas silenciosas,
no clamor por um pouco de ar: “NÃO CONSIGO RESPIRAR!”
Um flagelo que todos os dias permanece açoitando,
para pra descansar uma só vez por ano,
para depois, de peito cheio, poder dizer,
que está cumprindo a lei, cumprindo os direitos do “humano”.
Por isso gritai, povo meu, gritai!
Gritai não para fazer barulho.
Gritai nosso imenso orgulho de ser quem somos.
Gritai, gritai de orgulho!
Gritai, gritai não mais apenas de dor.
Gritai por nossos antepassados,
pois hoje pode ser que o mundo nos ouça.
Dar-nos-emos as mãos e gritaremos,
pois juntos nosso grito tem mais força.
Guilherme Henrique Lopes.