EFEMERIDADE
Nesta vida efêmera, tudo tememos:
-O futuro, o escuro, os amores-
Seguimos dançando no ritmo fatal que nosso coração bate;
Um triste rufar de tambores que precede o desconhecido de todas as manhãs.
Lembro-me da infância; de quando me deitava no chão e adivinhava o formato das nuvens, antes delas sumirem
Hoje, sou eu mesma tão efêmera quanto uma nuvem.
Aprendi muito cedo que a vida é feita de escolhas,
Das mais simples, até as mais cruéis;
Todos os dias escolhendo as marcas mais baratas do mercado
Se volto para casa, ou se me atiro da ponte.
Esses dias, vi uma folha cair da árvore.
Ela parecia feliz enquanto voava no vento
Para muitos, seria apenas uma folha
Mas para mim, é a prova concreta
De que somos livres
Apenas quando morremos.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski