PERFUME
Negra é a noite. Perfume de jasmim.
A água corre no jardim tão mansamente.
Frescura que me abraça e me consola
no fim do dia, como esmola, vagamente.
Embala o meu sono ainda claro,
como voando ao lado de falcões.
Leve e certeiro, como flecha lançada
por mão firme e treinada de ilusões.
Laranja e açafrão, perfumes tais
que me inebriam até perder sentido
de tudo o que penso ou do que digo.
Descanso curto. Noite sem estrelas.
Apenas regatos de águas prateadas.
Envolve-me depressa, sono amigo.
Em breve romperá a madrugada.
A água corre no jardim tão mansamente.
Frescura que me abraça e me consola
no fim do dia, como esmola, vagamente.
Embala o meu sono ainda claro,
como voando ao lado de falcões.
Leve e certeiro, como flecha lançada
por mão firme e treinada de ilusões.
Laranja e açafrão, perfumes tais
que me inebriam até perder sentido
de tudo o que penso ou do que digo.
Descanso curto. Noite sem estrelas.
Apenas regatos de águas prateadas.
Envolve-me depressa, sono amigo.
Em breve romperá a madrugada.
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