Varredor de emoções

Permuta a solidão com o tempo uma hora tão transparente
O silêncio desanuvio inequívoco e acelerado trilha todos os
Lamentos que além se quedam ofegantes, felinos e inoperantes
Nas ruas varre-se a tristeza para debaixo das solidões itinerantes
Inventam-se palavras que perscrutam vícios e prazeres beligerantes
Cavalgam-se emoções platónicas, incendiárias e tão, tão delirantes
À porta do olhar mais sereno fenece o dia voraz e insignificante
Todos os segundos estremecem eruptivos explosivos e errantes
Nos céus o silêncio prolonga a sinestesia das memórias mais divagantes
Frederico de Castro
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