À MESA DO CAFÉ
À mesa do café,
óculos na testa,
hesita o poeta
sobre o que escrever.
Rimas, não há.
Assunto, é o que falta.
Falar de quê?
Da malta que passeia no
jardim?
Das flores que crescem
em canteiro regado
assim, assim?
De guerras e desastres?
De sonhos, de quimeras?
Do sol que já se pôs?
Da noite bela?
De que falar?,
pensa o poeta,
enquanto ali ao lado
uma bica arrefece.
Se a mesa do café
ao menos desse
alguma inspiração...
Mas não!
Bruta e quadrada,
a mesa não diz nada.
E a cadeira?
De pernas empenadas,
balança cá e lá
de cada vez
que o poeta
cruza a perna.
À mesa do café,
o melhor, mesmo,
é estar-se na conversa.
E até pode ser que,
de repente,
a poesia
apareça.
óculos na testa,
hesita o poeta
sobre o que escrever.
Rimas, não há.
Assunto, é o que falta.
Falar de quê?
Da malta que passeia no
jardim?
Das flores que crescem
em canteiro regado
assim, assim?
De guerras e desastres?
De sonhos, de quimeras?
Do sol que já se pôs?
Da noite bela?
De que falar?,
pensa o poeta,
enquanto ali ao lado
uma bica arrefece.
Se a mesa do café
ao menos desse
alguma inspiração...
Mas não!
Bruta e quadrada,
a mesa não diz nada.
E a cadeira?
De pernas empenadas,
balança cá e lá
de cada vez
que o poeta
cruza a perna.
À mesa do café,
o melhor, mesmo,
é estar-se na conversa.
E até pode ser que,
de repente,
a poesia
apareça.
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