Anjo na Sarjeta
Brilho cru na luz do poste
Corpo nu na rua da morte.
Fazendo uma oração, jogado em uma poça
Ao seu lado um cão com um osso na boca.
Escória celeste jogada aos prantos
Descrente, inerte no lugar dos não-santos
Clamando aos céus que lhe dêem mais forças
Ao relento, deixado, no frio e sem roupas.
Pedindo aos céus, estorvo divino
Faminto, largado, sem brio e sozinho.
Corpo nu na rua da morte.
Fazendo uma oração, jogado em uma poça
Ao seu lado um cão com um osso na boca.
Escória celeste jogada aos prantos
Descrente, inerte no lugar dos não-santos
Clamando aos céus que lhe dêem mais forças
Ao relento, deixado, no frio e sem roupas.
Pedindo aos céus, estorvo divino
Faminto, largado, sem brio e sozinho.
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2021-06-12
Poema de versos interesantes e imagens rústicas.
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