Traquéia queimada - e sem rima
Minha mente fulminou a noite toda em tua imagem;
quando te caroei, abri a boca e fumacei,
pois contigo eu entrava em combustão espontânea,
me grelhavas da traquéia até as dermes.
O odor de peito queimado te sufocou à morte
e fui eu, teu assassino, quem depois de tua mãezinha,
mais lhe amou.
Estive amigo, homicida e por fim, teu coveiro;
a morte é idosa, arrasta a sete palmos
aquilo cujo molde não cabe o peso da Terra.
Descansa a tua paz quando a vida não aguentar mais
e te esperarei noutra.
quando te caroei, abri a boca e fumacei,
pois contigo eu entrava em combustão espontânea,
me grelhavas da traquéia até as dermes.
O odor de peito queimado te sufocou à morte
e fui eu, teu assassino, quem depois de tua mãezinha,
mais lhe amou.
Estive amigo, homicida e por fim, teu coveiro;
a morte é idosa, arrasta a sete palmos
aquilo cujo molde não cabe o peso da Terra.
Descansa a tua paz quando a vida não aguentar mais
e te esperarei noutra.
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