Vislumbres do toque - imagens proféticas
Aconcheguei minhas mãos nos teus mil rostos,
fui longe demais para enxergar teu eu
e ao final, lhe atravessei,
temente à expulsão das tuas terras.
Nunca esquecerei do que vi:
toda aquela carapaça jovem
guardava meus temores -
seu vazio quase me levou
sem me ceder sequer um epitáfio.
Eu enxerguei mais do que te vi,
você não quis ficar para me ver também,
vai se lembrar de mim como um mofo velho
em seu apartamento semi-novo.
Mexi na artéria errada,
esse é o karma do meu todo.
Me resta sangrar o inframundo pelos poros,
com a difícil lembrança de que toquei
o ladro de dentro dos teus muros -
e não tinha ninguém.
fui longe demais para enxergar teu eu
e ao final, lhe atravessei,
temente à expulsão das tuas terras.
Nunca esquecerei do que vi:
toda aquela carapaça jovem
guardava meus temores -
seu vazio quase me levou
sem me ceder sequer um epitáfio.
Eu enxerguei mais do que te vi,
você não quis ficar para me ver também,
vai se lembrar de mim como um mofo velho
em seu apartamento semi-novo.
Mexi na artéria errada,
esse é o karma do meu todo.
Me resta sangrar o inframundo pelos poros,
com a difícil lembrança de que toquei
o ladro de dentro dos teus muros -
e não tinha ninguém.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia