Orpheu
Do meu tato, a distância te recolheu,
noutros braços além dos teus;
da tua imagem esculpi uma harpa,
para tocar coisas que queria te dizer:
me chamo Orpheu, prazer.
Estou gigante demais para essa ilha
cuja única direção que resta é o mar,
mas depois que a maré me afogou,
nunca mais voltei a nadar.
Se és um navio e estás vindo a mim,
lhe direi que não espero ninguém,
esconderei de ti o meu tato,
cantarei para ti as mágoas,
levarei-te ao teu amor,
esperando você ficar.
noutros braços além dos teus;
da tua imagem esculpi uma harpa,
para tocar coisas que queria te dizer:
me chamo Orpheu, prazer.
Estou gigante demais para essa ilha
cuja única direção que resta é o mar,
mas depois que a maré me afogou,
nunca mais voltei a nadar.
Se és um navio e estás vindo a mim,
lhe direi que não espero ninguém,
esconderei de ti o meu tato,
cantarei para ti as mágoas,
levarei-te ao teu amor,
esperando você ficar.
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