Os pensamentos (não ditos) de D. João, Condestável de Portugal
Fui alguém. Alguém apagado
Entre tão grandes almas minhas pares.
E de Quem viu nas armas honra feita
De Nun' Álvares herdei a espada.
(Singrou a Fé pelo Evangelho
Em vez da vã e bruta armada.
Anteveu, vidente de Ares,
A aventura desastrada.)
Mais que Português sou Homem.
Mais que querer, poder
O inteiro mar, ou a orla vã desfeita
O todo ou o seu nada...
Quis a paz e a fraternidade roubada.
Condenado que seja pela pátria
De covardia entre o viril.
Antes vista como cobarde e banal
A minha alma justa e calma
Que da insensatez só servil.
O meu dever pela pátria cumpri.
Nem mais, nem menos por Misericórdia.
(Nem caberia na justiça dos fados).
Por ela o esquecimento escolhi
Fiel sempre, mesmo na discórdia
Deus sabe dos meus dedos singrados.
E se não souber... Que assim seja
Na Sua glória.
Entre tão grandes almas minhas pares.
E de Quem viu nas armas honra feita
De Nun' Álvares herdei a espada.
(Singrou a Fé pelo Evangelho
Em vez da vã e bruta armada.
Anteveu, vidente de Ares,
A aventura desastrada.)
Mais que Português sou Homem.
Mais que querer, poder
O inteiro mar, ou a orla vã desfeita
O todo ou o seu nada...
Quis a paz e a fraternidade roubada.
Condenado que seja pela pátria
De covardia entre o viril.
Antes vista como cobarde e banal
A minha alma justa e calma
Que da insensatez só servil.
O meu dever pela pátria cumpri.
Nem mais, nem menos por Misericórdia.
(Nem caberia na justiça dos fados).
Por ela o esquecimento escolhi
Fiel sempre, mesmo na discórdia
Deus sabe dos meus dedos singrados.
E se não souber... Que assim seja
Na Sua glória.
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