Era somente um poeta.
Era somente um poeta, de alma velha e sofrida,
Trazia no olhar as lembranças, das amarguras vividas.
Era um homem cabisbaixo, pouco dele se sabia...
No rosto, o olhar perdido, era tudo o que se via.
Talvez guardasse no peito algum desgosto profundo,
Daqueles que marcam a vida com ferro quente e a fundo.
Talvez chorasse uma perda, talvez sofresse a dor,
De quem amou nessa vida e tenha perdido esse amor.
Talvez a poesia, tenha surgido em sua vida,
Como forma de torna-la, mais leve e menos doída.
E descarregasse em seus versos, parte de uma história,
Que tinha que extravasar e tirar de sua memória.
Era somente um homem, pleno de sentimentos,
Que buscava na escrita, alguma forma de alento.
Todos o conheciam como o poeta das ruas,
Dos dias claros de sol, das noites banhadas de lua.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
A beleza de teus seios.
Oh... minha amada quero você junto a mim - como as pétalas de rosas que estão a nascer - em uma manhã de claridade surreal - onde a bel…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*