O silencio do nada.
E o silencio aconteceu...
Ensurdecedor!
Ecoava das paredes frias, da sala vazia...
Conturbava a alma e de tão diminuto,
Meu grito de dor, não mais se ouvia.
Meus olhos que antes, irradiavam alegria,
Estavam molhados, humilhados,
Subjugados, pelas lágrimas que caiam...
Quantos milênios serão necessários,
Para preencher um momento?
Quantas águas formam um oceano?
Quanto se sofre por um sentimento?
Que tamanho terá uma vida sem rumo?
Que dizer do destino insano e impuro?
O som do vazio, o sibilar da ausência...
A explosão de uma gota que cai
E transborda na taça, onde a amargura é líquida
E a sorvemos pouco a pouco, no compasso do tempo...
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Pedro Henrique
2020-10-05
Maravilhoso. Me vi em seu poema.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*