Diálogo

Na solidão da minha metrópole
Não há pássaros a cantar
Não há sonhos a se sonhar
Há um jardim
De doces mentiras
De amargas epifanias
Há um jardim e, 
Nele, há uma flor
Pequena e virginal
Pura das melancolias
Branda como Iracema
Na metrópole da minha solidão
Só se revela a mim
A mim
Somente a mim
A mais ninguém
Posso vê-la só eu
A mim só pode ver ela
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