diz-me tu...se fores capaz...
diz-me tu...se fores capaz.
olho o horizonte com lentidão
olho as sombras fatigadas da tarde
inquieta-se a minha imaginação
e nos meus olhos irresistível saudade
há um silêncio ensurdecedor
ao meu redor, sobeja um tempo duvidoso
os meus dias são folhas sem vida
e eu confundida nem lembro,
se é já Outubro ou ainda Setembro
se entrei no inverno e me sentei
à espera de lembrar tudo o que esqueci
nos dias lentos de Setembro
e se de mim não lembro?
- lembro de ti!
lembro do Maio florido
onde tudo era possível querendo,
lembro a ventura, o sonho apreendido
hoje olho o sol no horizonte morrendo,
e já não lembro porque de amor por ti
morri...
«dize-me se fores capaz»,
se ainda tenho o meu lugar
se não anda longe de ti meu coração
se o teu ainda vive para me amar
«dize-me se fores capaz», que já não
lembro não!
natália nuno
rosafogo
olho o horizonte com lentidão
olho as sombras fatigadas da tarde
inquieta-se a minha imaginação
e nos meus olhos irresistível saudade
há um silêncio ensurdecedor
ao meu redor, sobeja um tempo duvidoso
os meus dias são folhas sem vida
e eu confundida nem lembro,
se é já Outubro ou ainda Setembro
se entrei no inverno e me sentei
à espera de lembrar tudo o que esqueci
nos dias lentos de Setembro
e se de mim não lembro?
- lembro de ti!
lembro do Maio florido
onde tudo era possível querendo,
lembro a ventura, o sonho apreendido
hoje olho o sol no horizonte morrendo,
e já não lembro porque de amor por ti
morri...
«dize-me se fores capaz»,
se ainda tenho o meu lugar
se não anda longe de ti meu coração
se o teu ainda vive para me amar
«dize-me se fores capaz», que já não
lembro não!
natália nuno
rosafogo
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Le infante donzela. II
Somente minha alegria pode me tirar desta tristeza - solidão -de meus pensamentos e de meu vermelho coração que pulsa mesmo na ilusão. Me…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
JOGO FORA
Dou de ombros, dou de bico, Mando esse amor embora. Já virou um suplício, Insuportável até agora. Não quero mais você, Eu sei que também…
Celso Ciampi
O relho
o relho que não
é de uso cotidiano
tal qual a chuva
bate no nosso chão.
não há desculpa,
e sim desumanização.
…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
A Rota do Poente
Há sempre um vilarejo à frente
Lugar de chuviscos
E cercas baixas
De estrada coberta de pedras,
Incontáveis curvas …
Daisy