a beleza da hora...
a memória já se esquece
às vezes aparece como filme sem côr
vai e vem parece um final de amor
perturbada, como que a chegar ao fim,
e lá fico pobre de mim,
um nevoeiro, a cobrir-me a lembrança
por inteiro.
hoje trago a brisa por adorno
e meu rosto fica de prata
mas amanhã dá-se o retorno
e vem a solidão e por dentro me mata.
fico sem entendimento
meus passos perdem-se entre os demais
cala-se a voz velhíssima em lamento
escondendo meus ais.
a memória já se esquece
de tudo tão desprendida,
enquanto o corpo desfalece
tornando difícil a vida.
só o amor, a alma revigora!
já não importa a ruga no rosto
amanhã é outro dia,
dentro de mim trago a beleza da hora,
condenso o que dentro sinto
e a noite me anuncia,
amar mais uma vez, pressinto!
ressuscito as minhas mãos para a ternura
e fico grata com tanta ventura.
natalia nuno
rosafogo
às vezes aparece como filme sem côr
vai e vem parece um final de amor
perturbada, como que a chegar ao fim,
e lá fico pobre de mim,
um nevoeiro, a cobrir-me a lembrança
por inteiro.
hoje trago a brisa por adorno
e meu rosto fica de prata
mas amanhã dá-se o retorno
e vem a solidão e por dentro me mata.
fico sem entendimento
meus passos perdem-se entre os demais
cala-se a voz velhíssima em lamento
escondendo meus ais.
a memória já se esquece
de tudo tão desprendida,
enquanto o corpo desfalece
tornando difícil a vida.
só o amor, a alma revigora!
já não importa a ruga no rosto
amanhã é outro dia,
dentro de mim trago a beleza da hora,
condenso o que dentro sinto
e a noite me anuncia,
amar mais uma vez, pressinto!
ressuscito as minhas mãos para a ternura
e fico grata com tanta ventura.
natalia nuno
rosafogo
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