Relógio de areia
Nunca se engane com as
pequenas coisas, elas são
mais cruciais do que se imagina.
A arte nos faz sentir, ver,
ouvir e viver outras vidas,
por isso, tem sido como
água nesse deserto sem fim.
No ir e vir das ondas da
vida, nos deparamos com
situações que modificam-nos
permanentemente. Em um dia,
tudo seguia o seu curso, o tempo
era cronometrado à conta gotas,
e todos corriam, perdidos
em seus próprios mundos.
No dia seguinte, o mundo parou.
A pandemia desacelerou os
relógios, e, abruptamente, levou
vários entes queridos. Tudo
o que antes era ignorado,
ganhou um novo significado.
A vida ganhou uma nova cor.
De repente, percebemos a nossa
transitoriedade, somos apenas
passageiros nesse mundo.
Só então, notamos que existe
um universo além de nós.
Mas atravessar desertos exige
coragem. As vezes, é preciso
deslocar a rota para encontrar
o caminho. Assim, a arte tem
sido a nossa bússola.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Relógio de areia. Revista Sucuru - 5 ed., p. 81, 26 jul. 2021.
pequenas coisas, elas são
mais cruciais do que se imagina.
A arte nos faz sentir, ver,
ouvir e viver outras vidas,
por isso, tem sido como
água nesse deserto sem fim.
No ir e vir das ondas da
vida, nos deparamos com
situações que modificam-nos
permanentemente. Em um dia,
tudo seguia o seu curso, o tempo
era cronometrado à conta gotas,
e todos corriam, perdidos
em seus próprios mundos.
No dia seguinte, o mundo parou.
A pandemia desacelerou os
relógios, e, abruptamente, levou
vários entes queridos. Tudo
o que antes era ignorado,
ganhou um novo significado.
A vida ganhou uma nova cor.
De repente, percebemos a nossa
transitoriedade, somos apenas
passageiros nesse mundo.
Só então, notamos que existe
um universo além de nós.
Mas atravessar desertos exige
coragem. As vezes, é preciso
deslocar a rota para encontrar
o caminho. Assim, a arte tem
sido a nossa bússola.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Relógio de areia. Revista Sucuru - 5 ed., p. 81, 26 jul. 2021.
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