serei eu uma lenda?!...
o sol afunda agora o rosto
nas águas profundas do mar
que arrebatado varre a areia
sem parar...
a terra harmoniosa, é Agosto
só uma lágrima se esgueira do meu olhar.
sol posto, saudade também no meu rosto
ao ouvir o sussurro das águas dos ribeiros
quando a memória já se apaga, tempo que é praga,
relembro amores primeiros,
tudo no meu âmago a acontecer
promessas de futuro falseadas,
passam velhos sonhos e a vontade de viver.
não será canto vazio este dos lábios saído,
se as palavras alcançarem a manhã vindoura
e o amanhecer...
valeu a pena ter vivido!
a maturidade da vida vai longa e amiúde
relembro os sonhos da juventude
no olhar um frio solitário
tudo o tempo dissipou
mas, só muito viveu quem muito amou!
afasto a cortina da janela para ver
se é já noite ou ainda é dia
na senda ilusória da minha fantasia...mas,
já o sol em mim não aquece
resta a dor estranha do porvir
e neste eterno sentir
só a esperança ainda floresce na minha senda
Serei eu uma lenda?!
natalia nuno
nas águas profundas do mar
que arrebatado varre a areia
sem parar...
a terra harmoniosa, é Agosto
só uma lágrima se esgueira do meu olhar.
sol posto, saudade também no meu rosto
ao ouvir o sussurro das águas dos ribeiros
quando a memória já se apaga, tempo que é praga,
relembro amores primeiros,
tudo no meu âmago a acontecer
promessas de futuro falseadas,
passam velhos sonhos e a vontade de viver.
não será canto vazio este dos lábios saído,
se as palavras alcançarem a manhã vindoura
e o amanhecer...
valeu a pena ter vivido!
a maturidade da vida vai longa e amiúde
relembro os sonhos da juventude
no olhar um frio solitário
tudo o tempo dissipou
mas, só muito viveu quem muito amou!
afasto a cortina da janela para ver
se é já noite ou ainda é dia
na senda ilusória da minha fantasia...mas,
já o sol em mim não aquece
resta a dor estranha do porvir
e neste eterno sentir
só a esperança ainda floresce na minha senda
Serei eu uma lenda?!
natalia nuno
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