Quando o céu se abrir e eu cair,
E minhas asas brancas, amarradas,
Agonizar ao som divino das sonatas
Que comemoram o meu partir -
Dancem comigo meus desejos,
No abismo frio que me espera;
Decorem cada agrilho, cada cela,
Qu'estatizam meus segredos.
E na companhia rastejante do hereges
Seres, que partilham do mesmo gosto
podre; que eu tenha paz à destruir
O escravo, réu de minhas preces...
Que as sombras brilhem em meu rosto
Quando o céu se abrir e eu não subir.
Itamar FS

E minhas asas brancas, amarradas,
Agonizar ao som divino das sonatas
Que comemoram o meu partir -
Dancem comigo meus desejos,
No abismo frio que me espera;
Decorem cada agrilho, cada cela,
Qu'estatizam meus segredos.
E na companhia rastejante do hereges
Seres, que partilham do mesmo gosto
podre; que eu tenha paz à destruir
O escravo, réu de minhas preces...
Que as sombras brilhem em meu rosto
Quando o céu se abrir e eu não subir.
Itamar FS

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