Águas Calmas
Nela se reflete tudo o que se vê de si mesmo
Tolo, se deixa hipnotizar por sua enorme pequenez
O que se vê está fora do controle das águas
Agitá-las não revelarão outra coisa se não o mesmo reflexo de maneira corrompida.
Furioso pela frustrada tentativa, rebela-se contra a água
É de sua natureza mostrar ao curioso Narciso a imagem que exibe em sua face
Ainda que tenha sido bem-aventurado em se aproximar com cautela
Pois há aqueles em que a ideia de encarar a verdade e ver-se a si mesmo é inconcebível.
Antes de mesmo de aproximarem-se da margem proferem insultos à aquele quem criou as águas
Dizem: Tão vil instrumento de tortura, fora criado para que se não atormentar-me com a verdade?
Mas insultá-la ou ao seu criador não muda aquilo que é e nem o propósito para o qual foi criada
Atesto que fechar os olhos se torna uma inútil defesa, pois a água faz ouvir-se mesmo calma.
E o que ela pode te contar se torna mais doloroso, pois aqueles que tem ouvidos também ouvirão
Encare-a, aceite o que está diante de ti e quem sabe você descubra nesse reflexo mais do que os olhos entregam.
Ai de quem se vangloriar e não ver motivo nenhum para lamentar-se! De tão enamorado por si mesmo
Acabará por afogar-se e nem a água o aceitará em seu interior pois cada coisa nesse mundo tem o seu lugar e lá deve estar!
Escrevo ainda de um tolo mais infortunado, aquele que enamorado por si mesmo através do reflexo que vê na água
Mergulha para conhecer seu interior e seus segredos, não se sabe que fim levou pois a água é calma mas seu interior é inquieto e cheio de seus próprios demônios.
Misteriosa sabedoria do criador, calmaria que tem um poder devastador e a chave de uma cura grandiosa.
Tudo depende do quanto da verdade você é capaz de suportar.
Tolo, se deixa hipnotizar por sua enorme pequenez
O que se vê está fora do controle das águas
Agitá-las não revelarão outra coisa se não o mesmo reflexo de maneira corrompida.
Furioso pela frustrada tentativa, rebela-se contra a água
É de sua natureza mostrar ao curioso Narciso a imagem que exibe em sua face
Ainda que tenha sido bem-aventurado em se aproximar com cautela
Pois há aqueles em que a ideia de encarar a verdade e ver-se a si mesmo é inconcebível.
Antes de mesmo de aproximarem-se da margem proferem insultos à aquele quem criou as águas
Dizem: Tão vil instrumento de tortura, fora criado para que se não atormentar-me com a verdade?
Mas insultá-la ou ao seu criador não muda aquilo que é e nem o propósito para o qual foi criada
Atesto que fechar os olhos se torna uma inútil defesa, pois a água faz ouvir-se mesmo calma.
E o que ela pode te contar se torna mais doloroso, pois aqueles que tem ouvidos também ouvirão
Encare-a, aceite o que está diante de ti e quem sabe você descubra nesse reflexo mais do que os olhos entregam.
Ai de quem se vangloriar e não ver motivo nenhum para lamentar-se! De tão enamorado por si mesmo
Acabará por afogar-se e nem a água o aceitará em seu interior pois cada coisa nesse mundo tem o seu lugar e lá deve estar!
Escrevo ainda de um tolo mais infortunado, aquele que enamorado por si mesmo através do reflexo que vê na água
Mergulha para conhecer seu interior e seus segredos, não se sabe que fim levou pois a água é calma mas seu interior é inquieto e cheio de seus próprios demônios.
Misteriosa sabedoria do criador, calmaria que tem um poder devastador e a chave de uma cura grandiosa.
Tudo depende do quanto da verdade você é capaz de suportar.
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