COMO SOU

Mesmo sem ver o céu de hoje à noite
Porque as luzes do chão
São mais fortes que as das estrelas

Ainda que não ouça a cantoria dos mares
Os sons das ruas me interrompem
Todos os ciclos que me vem como açoite

Até as minhas mãos andarem distantes
E os passos que der estarem muito aquém
Donde os pensamentos me enlevam

Negligente é a tradução desta realidade
Que torna irreconhecível o meu entorno
Apesar de escancarada credulidade

Porque nem tudo é possível
Se a vida é verdade
Como sou improvável?


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