ESCREVO

Escrevo
A quem escreves filho meu?
A qualquer passageiro de amanhã

Para alguém que desapercebido
Tropece nas letras e arrebente as palavras
Ou nelas se enfurna e as remete a outrem

Ontem eu lia
Escrevo agora sobre o papel disforme
Entre o homem e sua fome
Em nome da poesia

Acontece escrever também
A quem não consome tempo em arte
Escravo da cegueira que lhe arde
Nunca sabe
Não viu nem lê

Escrevo
Antes que anoiteça e eu vá
Ou seja tarde


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