Se eu fosse ladrão roubava
Se eu fosse ladrão roubava
O amor a quem não me dá nada
Se eu fosse ladrão roubava
Pão e seria eu que o dava de volta
Se eu fosse ladrão roubava tudo
A quem não dá nem me dá dó
E se fosse pão roubava-o só
Pro dar ao pobre ao lado da porta
Na volta só deixava a tristeza cá
Na beira do mar salgado
Pros tristes deste Condado
Coitados, não morrerem sós.
Morrerem com os olhos
Pregados por pregos ferrugentos
Do sal nas tristezas
Que semearam cá e lá
Jorge Santos
(http://namastibet.blogspot.com
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