as mágoas que se prendem...
as coisas do dia a dia
são coisas com que me entretenho
como pequenos frutos que vou colhendo
desde o imenso tempo de onde venho
as lembranças vêm devagar até mim
e a vida parece-me imensa
e por fim, chego exausta ao anoitecer
o silêncio é meu chão e a saudade é
intensa em meu coração
os dias são de colheita, mas nem todos iguais
de mel ou de fel, de sentimentos desiguais
pequenas coisas na memória cansada
o coração nem sempre adormece feliz
e já nada vai mudar
e eu digo, sou a que nunca soubeste amar.
as coisas do dia a dia
são mãos vazias cheias de nada
são a alegria, de quando tudo acontecia
pequenas pontes que não chegámos a atravessar
pouca coisa que escoo calada
pensamentos a fazer de conta que meu céu é de luar
as coisas do dia a dia
são pequenas asas que me ajudam a voar
são de mim o retrato a preto e branco
são meu tempo de criança a brincar
vozes perdidas que consigo escutar
o caminho do rio a quem oiço o eco
que me segue, quando já me perco.
natalia nuno
são coisas com que me entretenho
como pequenos frutos que vou colhendo
desde o imenso tempo de onde venho
as lembranças vêm devagar até mim
e a vida parece-me imensa
e por fim, chego exausta ao anoitecer
o silêncio é meu chão e a saudade é
intensa em meu coração
os dias são de colheita, mas nem todos iguais
de mel ou de fel, de sentimentos desiguais
pequenas coisas na memória cansada
o coração nem sempre adormece feliz
e já nada vai mudar
e eu digo, sou a que nunca soubeste amar.
as coisas do dia a dia
são mãos vazias cheias de nada
são a alegria, de quando tudo acontecia
pequenas pontes que não chegámos a atravessar
pouca coisa que escoo calada
pensamentos a fazer de conta que meu céu é de luar
as coisas do dia a dia
são pequenas asas que me ajudam a voar
são de mim o retrato a preto e branco
são meu tempo de criança a brincar
vozes perdidas que consigo escutar
o caminho do rio a quem oiço o eco
que me segue, quando já me perco.
natalia nuno
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