tudo se me escapou...
já o sol partiu do jardim,
não encontro em mim
aquela vontade... o pensamento
se esquiva, meu voo é curto e fatigado
a esperança é o fio a que me atenho
e para que viva...
a saudade de onde venho.
voam os pardais de asas empapadas
trago no rosto o final de Agosto
o destempero do tempo
e as marcas pesadas,
já me apresso
antes que o tempo me consuma
à vontade já nada peço
o fogo é extinto, nem passado
nem presente, nem coisa alguma
tudo se me escapou
nada volta ao meu peito, nem o vigor!
resta-me a paz e o rôr de horas
em pensamentos vãos
até que as palavras me voltem às mãos...
natalia nuno
não encontro em mim
aquela vontade... o pensamento
se esquiva, meu voo é curto e fatigado
a esperança é o fio a que me atenho
e para que viva...
a saudade de onde venho.
voam os pardais de asas empapadas
trago no rosto o final de Agosto
o destempero do tempo
e as marcas pesadas,
já me apresso
antes que o tempo me consuma
à vontade já nada peço
o fogo é extinto, nem passado
nem presente, nem coisa alguma
tudo se me escapou
nada volta ao meu peito, nem o vigor!
resta-me a paz e o rôr de horas
em pensamentos vãos
até que as palavras me voltem às mãos...
natalia nuno
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