Velho quarto
Entrando pela porta azul, maçaneta amarelada estilo retrô, chão de madeira parcialmente lustrado de vermelho mogno, paredes com vários espelhos enfileirados propositalmente em ângulos perfeitos, a janela que batia a brisa toda tarde, uma estante pequena de moinha com espaços para cd, nela uma pequena porta de vidro com frascos de perfume vazios mas cheios de aroma que só lembrava vovó e barcos ao horizonte, um vídeo cassete em desuso pelo avanço do mundo, mais abaixo e ainda na estante um microsystem azul e um cd que horas funcionava outras não, chão geladinho e a música tocava, deslizava sobre ele como se não houvesse amanhã ainda embriagado pela bela poesia que o som me trazia, pena que o presente daquele momento ficou em um universo paralelo que só quebrando a barreira da velocidade da luz voltaria naquele instante apenas pra fazer tudo de novo com o dobro de prazer.
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