Tempo perdido
Depois não reclame que a vida foi injusta ou que não teve lugar ao sol, quando passa pelo campo nem toca o mato brabo, nem sente seu cheiro com a mais profunda respiração, nem toca o muro de concreto com todas as forças da sensibilidade que o tato pode oferecer, nem ouve os pássaros a gorjear seu canto mais lindo atento a todas as notas e atento até ao som dos galhos soprado pela brisa, pequenas coisas que vistas aos olhos do futuro foram amargamente desperdiçadas, oportunidades surgiram mas a pressa sempre andou de mãos dadas com a cegueira e a surdez de não aproveitar as mínimas coisas que o universo proporciona e que é suficientemente a porção correta para o equilíbrio do corpo e da mente.
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