II - As manhãs decantam os sonhos mascados dos mortos (Bernardo Almeida)

As manhãs decantam os sonhos mascados dos mortos
Os corpos do tempo soterrados pela barbárie
Malsãs irmandades nos olham pelo viés da eternidade
Nas memórias entremeadas, o viço e o festim da saudade
Revezam-se em um balé macabro: cantos sórdidos
De mórbidos dançarinos; felizes saltimbancos divinos
Seduzidos pelo temerário brilho secreto e imerso no lodaçal
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