Indiferença
Algumas coisas perecem à mercê da indiferença...
Ficam elas imóveis a sofrer maus-tratos
Que não consentem a vida como uma linha,
Nem perdoam quaisquer fragilidades.
Nada sobrevive ao “tanto faz” por muito tempo,
Porque um dia realmente deixará de se fazer.
Aquele que espera algo mais da indiferença
É dilacerado incontáveis vezes sem nenhuma pena;
Nutre a esperança de que o selvagem não morda
Ciente de que a mansidão não é sua natureza...
Esperar algo da assumida indiferença
É jogar flores em um túmulo vazio.
MORO, Pedro Lucas. In: O Eu e o Lá Fora, 2019.
Ficam elas imóveis a sofrer maus-tratos
Que não consentem a vida como uma linha,
Nem perdoam quaisquer fragilidades.
Nada sobrevive ao “tanto faz” por muito tempo,
Porque um dia realmente deixará de se fazer.
Aquele que espera algo mais da indiferença
É dilacerado incontáveis vezes sem nenhuma pena;
Nutre a esperança de que o selvagem não morda
Ciente de que a mansidão não é sua natureza...
Esperar algo da assumida indiferença
É jogar flores em um túmulo vazio.
MORO, Pedro Lucas. In: O Eu e o Lá Fora, 2019.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Um texto sobre a terceira idade.
Não me preocupo com minha decadência física ... mas sim com a dignidade de sobreviver em um mundo cada vez mais capitalista e desumano. B…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
As fontes secam.
Todas as fontes do bem querer secam ... quando não se repor o milagre da vida em seu esplendor. O nosso amor é longo e esta vida é curta…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
DANCE COMIGO ANTES DE APAGAR A LUZ
Uma canção lenta que enche os cantos silenciosos como um ritmo ondulante a invadir peles e sentidos Uma luz bruxuleante ao sopé da…
Daisy
SONIAL
Quero me demorar à porta da sala Nos instantes que o verde do jardim Cheiram à baunilha Quero me sentar no tapete opala No chão com perf…
Daisy