na memória das tardes...
na memória das tardes
há silêncio constante
e um olhar distante
repleto de saudades,
ouço o voo das abelhas
e o trinar das andorinhas
fazendo ninho nas telhas.
absorve-me o pensamento
aquele momento
em que me enlaçavas pela cintura
era eu uma folha leve levada p'lo vento.
fingia que me eras indiferente
mas quase o chão me faltava
quando sentia tua ausência
de tanto que te amava!
sonhava encostar-me ao teu peito
perdia-me na suavidade do beijo,
hoje fecho-me por dentro
para não sofrer o desejo.
já a noite tomba e eu vazia,
esqueço tudo, até de mim!
como se fosse fácil chegar ao fim
deste dia sem de ti me lembrar.
livro-me das palavras
para não cair na tentação
saudade dói, finjo não sentir
mas a dor assalta-me o coração,
deixo-me adormecer nas memórias passadas
tinjo de côr estes meus pensamentos
caminho com as feridas disfarçadas
amanhã ganharei asas e novos alentos.
natalia nuno
há silêncio constante
e um olhar distante
repleto de saudades,
ouço o voo das abelhas
e o trinar das andorinhas
fazendo ninho nas telhas.
absorve-me o pensamento
aquele momento
em que me enlaçavas pela cintura
era eu uma folha leve levada p'lo vento.
fingia que me eras indiferente
mas quase o chão me faltava
quando sentia tua ausência
de tanto que te amava!
sonhava encostar-me ao teu peito
perdia-me na suavidade do beijo,
hoje fecho-me por dentro
para não sofrer o desejo.
já a noite tomba e eu vazia,
esqueço tudo, até de mim!
como se fosse fácil chegar ao fim
deste dia sem de ti me lembrar.
livro-me das palavras
para não cair na tentação
saudade dói, finjo não sentir
mas a dor assalta-me o coração,
deixo-me adormecer nas memórias passadas
tinjo de côr estes meus pensamentos
caminho com as feridas disfarçadas
amanhã ganharei asas e novos alentos.
natalia nuno
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